de Bart Wursten
Os molares de um elefante ajudam a determinar com precisão a sua idade. Os elefantes têm um molar grande em cada metade do maxilar inferior e superior.Esses molares são transversalmente orientados e perfeitamente adequados a mastigar as quantidades massivas de alimentos fibrosos que os elefantes ingerem. Os molares dos elefantes nascem seis vezes consecutivas. Ao longo dos anos, os dentes usados desgastam-se e são lentamente empurrados e substituídos pelos seguintes. Os elefantes são um dos poucos animais que, sendo-lhe dada a oportunidade, podem completar uma vida e morrer com muita idade. Assim que os últimos dentes se desgastem, o tempo de vida do elefante chega ao fim pois ele não será capaz de alimentar-se a si próprio por muito mais tempo.
O marfim dos dentes de elefante é altamente influenciado pelo teor de minerais na dieta alimentar do elefante. No Botswana, por exemplo, os dentes compridos são extremamente raros e uma grande percentagem da população de elefantes tem dentes partidos ou muito danificados. A principal razão para isso é uma grave deficiência de minerais nos solos do Botsawna, e consequentemente na comida, que fazem com que o marfim seja relativamente leve e delicado. Acontece também frequentemente que, nalgumas populações de elefantes em África, por razões que se prendem à genética, nascem elefantes sem dente ou espécimes com apenas um dente. Ainda que ambos os sexos tenham dentes, o dentes verdadeiramente grandes pertencem invariavelmente aos machos. Outro factor que desempenhou um papel importante foram os longos períodos de caça ilegal e furtiva, durante os quais o tamanho dos dentes era o que importava e por isso, os elefantes com dentes grandes ou elefantes mais idosos eram, normalmente, o alvo principal.
Não será necessário lembrar que, no campo, os molares não são muito úteis. Os elefantes estão ainda menos inclinados a ser olhados ao dente do que um "cavalo dado".
Os investigadores usam na maior parte das vezes as orelhas para identificar os elefantes. Ao longo dos anos, a maioria dos elefantes magoa as suas orelhas e as cicatrizes numa ou em ambas as orelhas formam normalmente um padrão único através do qual o elefante se torna reconhecível. Uma vez que os elefantes têm tendência a estender as orelhas e levantar a cabeça ao primeiro sinal de perigo, as suas orelhas tornam-se ainda mais visíveis. Como é óbvio, é necessário algum treino para identificar um elefante rápida e convenientemente. Se um novo investigador precisar primeiro de analisar um monte de fotografias para ajudá-lo na identificação, ele ou ela poderá estar a tempo de descobrir por qual elefante está prestes ser atropelado!
